quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Meta se junta a iniciativa pela digitalização de emissoras de TV

Radiodifusão

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Off-topic: 5 dicas infalíveis para se tornar um profissional criativo

A criatividade é uma coisa complicada e frágil. Tem a ver tanto com o processo quanto com as pessoas envolvidas. As ferramentas que usamos, o ambiente em que trabalhamos e até mesmo nosso estado emocional podem desempenhar um papel na nossa criatividade.

Segunda-Feira, 03 de Janeiro de 2022 @


Para aqueles de nós que trabalham de forma criativa todos os dias, é importante não apenas estar ciente desses fatores, mas também gerenciá-los ativamente e mantê-los saudáveis e produtivos.

“Cuidar de sua energia é um dos principais passos para se manter criativo, uma pessoa que não é regrada, não cuida do seu lado emocional, sente o peso de todas as questões que envolvem sua vida, e por isso acaba não desenvolvendo seu lado criativo”, afirma o especialista em Marketing Digital e CEO da CLIKSS Brasil, CR.Andrade.

É importante que qualquer pessoa com inclinação criativa ou artística tome as medidas necessárias para garantir que está administrando sua saúde mental. Engajar-se no trabalho criativo pode ser muito desgastante para o cérebro, por isso é importante não apenas estar ciente desses fatores, mas também gerenciá-los ativamente e mantê-los saudáveis e produtivos.

Para ser mais criativo, é preciso ter a mentalidade de ser criativo. Além disso, é preciso estar organizado e motivado para que seu processo criativo funcione.

 “Como criadores, devemos nutrir nossa criatividade e cuidar dela, estar disposto a aprender coisas novas, entender situações e pensar em novas maneiras de enfrentá-la”, afirma CR.Andrade.

Não importa o que façamos, precisamos ser mais criativos e inovadores para ter sucesso. Nosso mundo se tornou tão complexo e incerto que, se não quisermos cair na toca do coelho, precisamos ser criativos. Mas como?

Para CR.Andrade algumas dicas podem ajudar o profissional que trabalha com processos criativos, são elas:

1)  Cuidar de sua energia emocional: Dite o ritmo de seu trabalho, faça com que em sua rotina o processo criativo seja o ápice do seu dia, em que naquele ponto você esteja no máximo de sua energia emocional;

2)  Enfrente situações difíceis: Por mais complicada que seja sua rotina, é possível exercitar sua criatividade buscando soluções para os cenários que venham a acontecer em sua vida. “Você sempre irá aprender algo com uma situação difícil, aprecie cada momento, são maneiras de agir e pensar que irão lhe ajudar em seu caminho profissional”;

3)  Não faça por obrigação: A criação não vem por obrigação, você precisa se livrar de toda a tensão para que a inspiração venha. Pense num ambiente em que se sinta confortável, música que relaxe e bons pensamentos virão;

4)  Pense antes de falar: “Eu sempre digo, observe, aprenda e depois fale”, diz CR.Andrade. Não se precipite em apresentar algo, entenda o estão dizendo, processe as informações, aprenda e fale;

5)  Alimente a criatividade: Envolver seus pensamentos com informações a todo o tempo irão ajudar com o processo criativo. Leia, assista, produza, treine, medite, assuma que existem coisas que ainda precisa aprender, e delas, com certeza, surgirão inspirações para o trabalho mais difícil.

“São dicas simples, mas que precisam ser trabalhadas a todo o tempo, com dedicação é possível ser tornar mais criativo, obtendo resultados cada vez melhores, impulsionando sua carreira e seus negócios”, conclui CR.Andrade.

Tags: marketing, digital, dicas, 2022, mercado, profissional“Como criadores, devemos nutrir nossa criatividade e cuidar dela, estar disposto a aprender coisas novas, entender situações e pensar em novas maneiras de enfrentá-la”, afirma CR.Andrade.

Não importa o que façamos, precisamos ser mais criativos e inovadores para ter sucesso. Nosso mundo se tornou tão complexo e incerto que, se não quisermos cair na toca do coelho, precisamos ser criativos. Mas como?

Para CR.Andrade algumas dicas podem ajudar o profissional que trabalha com processos criativos, são elas:

1)  Cuidar de sua energia emocional: Dite o ritmo de seu trabalho, faça com que em sua rotina o processo criativo seja o ápice do seu dia, em que naquele ponto você esteja no máximo de sua energia emocional;

2)  Enfrente situações difíceis: Por mais complicada que seja sua rotina, é possível exercitar sua criatividade buscando soluções para os cenários que venham a acontecer em sua vida. “Você sempre irá aprender algo com uma situação difícil, aprecie cada momento, são maneiras de agir e pensar que irão lhe ajudar em seu caminho profissional”;

3)  Não faça por obrigação: A criação não vem por obrigação, você precisa se livrar de toda a tensão para que a inspiração venha. Pense num ambiente em que se sinta confortável, música que relaxe e bons pensamentos virão;

4)  Pense antes de falar: “Eu sempre digo, observe, aprenda e depois fale”, diz CR.Andrade. Não se precipite em apresentar algo, entenda o estão dizendo, processe as informações, aprenda e fale;

5)  Alimente a criatividade: Envolver seus pensamentos com informações a todo o tempo irão ajudar com o processo criativo. Leia, assista, produza, treine, medite, assuma que existem coisas que ainda precisa aprender, e delas, com certeza, surgirão inspirações para o trabalho mais difícil.

“São dicas simples, mas que precisam ser trabalhadas a todo o tempo, com dedicação é possível ser tornar mais criativo, obtendo resultados cada vez melhores, impulsionando sua carreira e seus negócios”, conclui CR.Andrade.

Tags: marketing, digital, dicas, 2022, mercado, profissional 


https://tudoradio.com/colunas/ver/561-off-topic-5-dicas-infaliveis-para-se-tornar-um-profissional-criativo



segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Como agir no YouTube em 2022?

Por Fernando Puhlmann, para Coletiva.net  | 10/01/2022 13:14

Os dois últimos anos foram desafiadores para quem trabalha com Comunicação, sejam empresas, veículos, creators ou agências. A crise de saúde pública, que acabou se transformando em uma crise social, financeira, estrutural e política, obrigou a todos que vivem de "falar" para pessoas a achar mecanismos cada vez mais confiáveis, eficazes e que atingissem o máximo de público em menos tempo.

Dentre todas as mudanças ocorridas no mundo da Comunicação em 2020 e 2021, a principal delas foi a antecipação das transformações que aconteceriam nos próximos anos. Elas afetaram os canais e os formatos de conteúdo utilizados  - obviamente, isso incluiu o vídeo, que já representa 87% do tráfego de comunicação da internet, de acordo com a Cisco.

E com esse crescimento avassalador do vídeo, quem mais alavancou foi o YouTube, pois por tratar-se de uma ferramenta poderosa em criar uma conexão direta com o público-alvo, tem sido cada vez mais utilizada por pessoas, empresas e veículos no mundo todo. Mas o que fazer no YouTube em 2022? Como apostar para continuar crescendo ou para começar a crescer?

Eu tenho alguns passos para sugerir, que acredito que nortearão a plataforma durante o ano que começa agora. Vamos a eles?

Passo 1 - Foco nos Metadados

De nada adianta tu produzires um conteúdo fantástico se ele ficar secreto ou difícil de ser encontrado, não é mesmo? Por isso, focar nos metadados para vídeos continua sendo imprescindível para qualquer estratégia no YouTube. Segundo estudo da SEMRush, se tu souberes fazer um bom trabalho de SEO nos teus vídeos, eles têm 53 vezes mais chance de aparecer na primeira página do YouTube pelo  mecanismo de busca.

Afinal, não podemos esquecer que  a plataforma é o segundo maior buscador do mundo, e que isso é um dos fatores que torna o YouTube tão interessante para quem produz audiovisual, pois isso permite que a gente crie conteúdos quase eternos e que furam bolhas o tempo todo.

Os algoritmos do YouTube estão cada vez mais inteligentes e detectam a intenção do usuário com uma grande precisão. No entanto, trata-se de um recurso dinâmico, por isso, é essencial ficar de olho nas tuas atualizações e nas mudanças que impactam as tendências da plataforma e do mundo como um todo.

Hoje, as principais práticas de SEO recomendadas pela Cuentos Y Circo, para os criadores, são:

- Crie títulos buscáveis - não queira ser criativo de mais, pense em como as pessoas buscariam o conteúdo que está no seu vídeo - seja direto;

- Produza miniaturas chamativas e contrastantes para os vídeos com as palavras chaves do seu conteúdo. 

- Faça uma boa descrição. É importante que a sua audiência saiba do que se trata o conteúdo que tu produziste, e isso ajuda muito o algoritimo;

Aqui, nesse link, tu encontras vídeos com dicas práticas sobre isso. 

Passo 2 - Preste atenção em vídeos curtos

A ascensão do TikTok como um canal de mídia social transformou o mercado e popularizou ainda mais  o formato de vídeos curtos. O tempo, que nunca foi um parâmetro para o YouTube, pelo menos não oficialmente, passou a ter um peso diferente, pois mudou de forma drástica o comportamento de grande parte dos usuários. Seguindo essa tendência, o YouTube lançou o Shorts, e está trabalhando fortemente para que ele cresça cada vez mais.

Campanhas de TV, premiação para produtores de conteúdo nesse formato e uma entrega cada vez maior mostram todo o empenho da plataforma para se tornar líder também nesse segmento de vídeo. E quando os gigantes brigam isso geralmente é ótimo para quem produz, ou seja, todos nós.

Para se ter uma ideia do quanto isso pode ser importante no crescimento de um canal, no início de 2021, nós da Cuentos y Circo, fizemos uma consultoria para um canal de YouTube focado em Assados. Durante a consultoria, a Giovanna Alvarenga, nossa diretora de Conteúdo, alertou a cliente que ela prestasse atenção nos shorts, pois eles surgiam como uma forte tendência. Menos de uma semana depois, este canal "viralizou" um vídeo curto e pulou de pouco mais de 4.000 inscritos para mais de 20.000 em semanas, chegando agora a mais de 70.000.

Passo 3 - Pense e aja de forma profissional

Não existe mais espaço na plataforma para amadores. O YouTube cresceu tanto nos últimos anos que quem não se profissionalizar vai ser excluído pelos próprios usuários.

Aqui vai uma lista elaborada pelos especialistas da Cuentos y Circo de pontos que o creator não pode descuidar:

  • - Foque no seu nicho, isso é fundamental no YouTube;
  • - Mantenha sempre a disciplina e a resiliência, afinal, ninguém vence na vida desistindo o tempo todo; 
  • - Produza com qualidade, o conteúdo é sempre REI e entenda a "lógica da plataforma", essa talvez seja a dica mais importante dessa lista. 

 

Todo o youtuber de sucesso entendeu como o ecossistema do YouTube funciona e por isso criam engajamento. Se tu não sabes como fazer, busca empresas profissionais que possam te ajudar. A Cuentos y Circo, por exemplo, ministra mentorias customizadas para empresas e creators no País todo, ensinando o passo a passo de como criar e desenvolver um canal profissional, sempre com foco nesse ecossistema.

Bom, esses três passos são, para mim, as principais apostas para aparecer e desenvolver no YouTube em 2022.

Se tu, assim como eu, acreditas que a plataforma não vai parar de crescer e, principalmente, de remunerar muito bem os criadores de conteúdo, foca neles e não esqueça: YOUTUBE NÃO É PARA AMADORES!

FELIZ 2022!

Fernando Puhlmann é sócio-diretor da Cuentos y Circo.


https://coletiva.net/artigos/como-agir-no-youtube-em-2022,408776.jhtml


segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

A ascensão do jornalismo no WhatsApp: prós e contras

 

 porNatasha Tynes | Jan 4, 2022 em Jornalismo móvel



Eu presenciei muitas mudanças no processo de apuração sendo jornalista freelancer por quase 25 anos. Desde o envio de matérias via fax ao envio de um email pela primeira vez, ao uso do Skype e Zoom para entrevistas, a tecnologia mudou a produção de notícias de forma significativa e rápida.

Uma nova tendência que tenho testemunhado recentemente, especialmente em países fora dos Estados Unidos, é a ascensão daquilo que gosto de chamar de "jornalismo no WhatsApp".

Criado em 2009, o WhatsApp é o serviço de mensagens mais popular em mais de 100 países. Ele tem mais de 2,5 bilhões de usuários ativos e é um dos poucos aplicativos com mais de cinco bilhões de downloads.

Como jornalistas usam o WhatsApp

Muitos jornalistas usam o WhatsApp para entrevistar fontes usando o recurso de mensagens de voz, especialmente em locais onde linhas telefônicas não são confiáveis.

"Eu uso bastante, especialmente para cobrir notícias no Iêmen, já que é difícil conseguir uma linha telefônica confiável por lá. Eu acabo enviando as perguntas pelo WhatsApp e recebo as respostas em texto ou áudio", diz Amjad Tadros, jornalista vencedor do Emmy e repórter da CBS em Amã, na Jordânia.

Enquanto isso, Nabih Bulos, correspondente estrangeiro no Oriente Médio para o Los Angeles Times, diz que usa o WhatsApp em suas reportagens pelo menos "50% do tempo".

"Eu uso o WhatsApp nas minhas reportagens, seja para procurar canais de notícias que enviam alertas, seja para entrar em contato com pessoas onde a conexão com a internet é boa, mas o serviço telefônico não, ou ainda para manter contato com as fontes", conta Bulos à IJNet. "É essencial, simplesmente essencial."

Bulos diz que usou o WhatsApp na Síria para contatar as pessoas, já que o número de WhatsApp permanece com o proprietário quando ele se muda para outro país. "Quando cobri a crise migratória em 2015, encontrávamos pessoas pela estrada. Quando elas finalmente conseguiam uma conexão com a internet, podíamos entrar em contato com elas via WhatsApp", explica.

De acordo com Matt Navarra, consultor de mídias sociais e analista da área, o WhatsApp pode ser uma ferramenta valiosa para jornalistas por diferentes razões:

  • Usar o WhatsApp para fazer perguntas a uma fonte, testemunha ou especialista traz um ótimo senso de intimidade e informalidade entre o jornalista e o entrevistado. É útil especialmente quando a pessoa entrevistada se sente ansiosa ou é cautelosa nas respostas.
  • As mensagens do WhatsApp são criptografadas, o que é particularmente importante quando se está conversando com informantes ou fontes cujas circunstâncias demandam confidencialidade rigorosa e privacidade. Os jornalistas podem perceber que usar o WhatsApp deixa a fonte à vontade, ao contrário de uma ligação, email ou entrevistas presenciais, que podem fazê-la se sentir mais vulnerável.
  • As mensagens de áudio do WhatsApp podem fornecer aos jornalistas respostas mais ricas e com nuances, o que pode faltar em uma resposta escrita.
  • O WhatsApp pode ajudar jornalistas que fazem reportagens em trânsito ou que estão com um prazo apertado. O WhatsApp e outros aplicativos de mensagens criptografadas permitem que jornalistas obtenham, com rapidez e segurança, detalhes para uma matéria que podem ser instantaneamente repassados aos colegas na redação.

As desvantagens

Usar o WhatsApp para fazer reportagens traz seus próprios riscos e desvantagens.

"Meu problema com o jornalismo no WhatsApp é que muitos jornalistas confiam exclusivamente nele para falar com pessoas que eles não conhecem pessoalmente", diz Bulos. "Foi o caso especialmente da Síria, já que o acesso era um problema. Os jornalistas entravam em contato com uma pessoa que dizia estar em uma determinada área. Não há como provar que ela estava naquela área."

A principal preocupação de Bulos é a facilidade de enganar usando o WhatsApp. "Você pode cair na armadilha de ser enganado e fazer algo bem idiota".

Manter a privacidade e confidencialidade com o WhatsApp é outro problema.

"Os jornalistas precisam manter os níveis mais altos de segurança para dispositivos móveis para proteger a privacidade e confidencialidade das trocas de mensagens no WhatsApp entre eles e a fonte para uma matéria", explica Navarra. "Isso pode ser atenuado com a ativação de recursos de segurança adicionais, como o FACE ID [ferramenta de reconhecimento facial] para abrir o WhatsApp, e com senhas e PINs complexos nos aparelhos. O uso de mensagens temporárias também pode ser útil quando se discute informação sensível em conversas no WhatsApp."

Para Tadros, uma das desvantagens do uso do WhatsApp para reportagens é a perda da natureza espontânea da reportagem e as conversas no estilo bate-bola. "Além disso, a fonte de alguma forma tem a vantagem de pensar antecipadamente nas respostas e elas acabam ficando insossas", aponta.


Foto por Dima Solomin no Unsplash.

https://ijnet.org/pt-br/story/ascens%C3%A3o-do-jornalismo-no-whatsapp-pr%C3%B3s-e-contras. 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Jornalismo em vídeos curtos: tendência ou realidade?

Blog / Mundo Maven / Jornalismo em vídeos curtos: tendência ou realidade?

13.12.2021









Uma das principais novidades que as mídias digitais trouxeram para o jornalismo é a produção de conteúdo em vídeo. Se antigamente apenas as emissoras de televisão apostavam nesse formato, atualmente, rádios, jornais e portais de notícias também utilizam os vídeos para noticiar.

Quem visita com frequência as redes sociais, os sites ou páginas de jornais brasileiros na internet já deve ter notado como tem sido grande o uso de vídeos. Entre fotógrafos de jornais cresce a busca por treinamentos e cursos com filmadoras digitais e no site  DigitalJournalism, os cursos sobre vídeo já tem mais alunos trabalhando na mídia impressa do que no cinema e TV.

Grandes jornais como o The New York Times publica diariamente uma seção de vídeos jornalísticos com até quatro reportagens produzidas por seus repórteres e cronistas. Além disso, o Times tem um blog chamado Medium, especializado em vídeos online. O jornal The Washington Post tem uma seção chamada Voices On com uma coleção de entrevistas feitas com personalidades das mais diversas áreas. 

No Brasil os jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo, publicam pelo menos dois vídeos em cada uma das suas edições online, nos confirmando que esse formato de jornalismo deixou de ser uma exclusividade da televisão. Outro exemplo é o portal G1, do conglomerado Globo, o portal possui farta cobertura em vídeos digitais, mas isto não é nenhuma surpresa. 

O futuro da produção de vídeos jornalísticos

A transformação digital afetou seriamente as empresas de jornalismo. As notícias estão sendo produzidas e consumidas de forma diferente e todos os jornalistas precisam de estar atentos às novas necessidades do mercado. 

As notícias já não são produzidas como antigamente em que na página apenas continha textos longos com poucas imagens, isto é, atualmente entre o texto existem fotos, vídeos, infográficos, tabelas, podcasts, gifs e muitos outros recursos visuais.

O objetivo passa mais por entreter o leitor e melhorar o visual de cada notícia. O texto é cada vez mais curto, mas contém a mesma credibilidade e não altera o sentido e importância da notícia. 

O crescimento das reportagens em vídeo produzidas por jornalistas provenientes da mídia impressa é causa e consequência do fenômeno da convergência digital multimídia, o processo onde os formatos texto, audiovisual e interativo se integram usando a Web como plataforma tecnológica.

A diferença entre o vídeo digital e a televisão está no formato da narrativa. Enquanto a TV é linear e dá preferência a vídeos mais curtos, nas filmagens para sites da Web a estrutura ideal para contar uma história é a não-linear, ou seja, formada por blocos de conteúdos informativos que o navegador organiza segundo seus interesses. Por outro lado, a duração do vídeo online pode variar muito, e isso depende da história e da narrativa.

A migração de repórteres para o videojornalismo não é um acaso. Esse crescimento na visualização de vídeos é visto desde 2008 quando 10 bilhões de vídeos foram acessados na internet, segundo a empresa ComScore. 

Se você busca uma plataforma onde pode explorar não apenas a publicação de notícias tendo seu próprio portal e ainda fazer a publicação de vídeos jornalísticos, a Maven tem a solução perfeita para você.

Com o Maven GAZ é possível gerenciar todos os seus conteúdos numa única plataforma, pensada para Portais de Notícias e que está integrada a lógica de comunicação da atualidade e as exigências de um conteúdo multiplataforma. Ou seja, você pode publicar conteúdo em qualquer plataforma e em qualquer tela, e ainda  utilizar a mesma plataforma para gerenciar notícias, aplicativo mobile e publicidade.

Gostou desse conteúdo? Se sim, comenta o que achou aqui ou deixe sua sugestão de pauta, e se quiser continuar se mantendo atualizado sobre o mercado e quiser receber notícias, dicas e conteúdos que vão agregar à sua empresa siga a Maven nas redes sociais, nós estamos no Instagram e no Linkedin. Ou se preferir receber todas nossas atualizações diretamente no seu e-mail, se inscreva na nossa Newsletter! 


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sábado, 13 de novembro de 2021

Código de Ética dos Jornalistas

 


Capítulo I – Do direito à informação

Art. 1º – O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros tem como base o direito fundamental do cidadão à informação, que abrange direito de informar, de ser informado e de ter acesso à informação.

Art. 2º – Como o acesso à informação de relevante interesse público é um direito fundamental, os jornalistas não podem admitir que ele seja impedido por nenhum tipo de interesse, razão por que:

I – a divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente da linha política de seus proprietários e/ou diretores ou da natureza econômica de suas empresas;

II – a produção e a divulgação da informação devem se pautar pela veracidade dos fatos e ter por finalidade o interesse público;

III – a liberdade de imprensa, direito e pressuposto do exercício do jornalismo, implica compromisso com a responsabilidade social inerente à profissão;

IV – a prestação de informações pelas organizações públicas e privadas, incluindo as nãogovernamentais, deve ser considerada uma obrigação social;

V – a obstrução direta ou indireta à livre divulgação da informação, a aplicação de censura e a indução à autocensura são delitos contra a sociedade, devendo ser denunciadas à comissão de ética competente, garantido o sigilo do denunciante.

 

Capítulo II – Da conduta profissional do jornalista

Art. 3º – O exercício da profissão de jornalista é uma atividade de natureza social, estando sempre subordinado ao presente Código de Ética.

Art. 4º – O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, deve pautar seu trabalho na precisa apuração dos acontecimentos e na sua correta divulgação.

Art. 5º – É direito do jornalista resguardar o sigilo da fonte.

Art. 6º – É dever do jornalista:

I – opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos;

II – divulgar os fatos e as informações de interesse público;

III – lutar pela liberdade de pensamento e de expressão;

IV – defender o livre exercício da profissão;

V – valorizar, honrar e dignificar a profissão;

VI – não colocar em risco a integridade das fontes e dos profissionais com quem trabalha;

VII – combater e denunciar todas as formas de corrupção, em especial quando exercidas com o objetivo de controlar a informação;

VIII – respeitar o direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem do cidadão;

IX – respeitar o direito autoral e intelectual do jornalista em todas as suas formas;

X – defender os princípios constitucionais e legais, base do estado democrático de direito;

XI – defender os direitos do cidadão, contribuindo para a promoção das garantias individuais e coletivas, em especial as das crianças, adolescentes, mulheres, idosos, negros e minorias;

XII – respeitar as entidades representativas e democráticas da categoria;

XIII – denunciar as práticas de assédio moral no trabalho às autoridades e, quando for o caso, à comissão de ética competente;

XIV – combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza.

Art. 7º – O jornalista não pode:

I – aceitar ou oferecer trabalho remunerado em desacordo com o piso salarial, a carga horária legal ou tabela fixada por sua entidade de classe, nem contribuir ativa ou passivamente para a precarização das condições de trabalho;

II – submeter-se a diretrizes contrárias à precisa apuração dos acontecimentos e à correta divulgação da informação;

III – impedir a manifestação de opiniões divergentes ou o livre debate de idéias;

IV – expor pessoas ameaçadas, exploradas ou sob risco de vida, sendo vedada a sua identificação, mesmo que parcial, pela voz, traços físicos, indicação de locais de trabalho ou residência, ou quaisquer outros sinais;

V – usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime;

VI – realizar cobertura jornalística para o meio de comunicação em que trabalha sobre organizações públicas, privadas ou não-governamentais, da qual seja assessor, empregado, prestador de serviço ou proprietário, nem utilizar o referido veículo para defender os interesses dessas instituições ou de autoridades a elas relacionadas;

VII – permitir o exercício da profissão por pessoas não-habilitadas;

VIII – assumir a responsabilidade por publicações, imagens e textos de cuja produção não tenha participado;

IX – valer-se da condição de jornalista para obter vantagens pessoais.

 

Capítulo III – Da responsabilidade profissional do jornalista

Art. 8º – O jornalista é responsável por toda a informação que divulga, desde que seu trabalho não tenha sido alterado por terceiros, caso em que a responsabilidade pela alteração será de seu autor.

Art 9º – A presunção de inocência é um dos fundamentos da atividade jornalística.

Art. 10º – A opinião manifestada em meios de informação deve ser exercida com responsabilidade.

Art. 11º – O jornalista não pode divulgar informações:

I – visando o interesse pessoal ou buscando vantagem econômica;

II – de caráter mórbido, sensacionalista ou contrário aos valores humanos, especialmente em cobertura de crimes e acidentes;

III – obtidas de maneira inadequada, por exemplo, com o uso de identidades falsas, câmeras escondidas ou microfones ocultos, salvo em casos de incontestável interesse público e quando esgotadas todas as outras possibilidades de apuração;

Art. 12º – O jornalista deve:

I – ressalvadas as especificidades da assessoria de imprensa, ouvir sempre, antes da divulgação dos fatos, o maior número de pessoas e instituições envolvidas em uma cobertura jornalística, principalmente aquelas que são objeto de acusações não suficientemente demonstradas ou verificadas;

II – buscar provas que fundamentem as informações de interesse público;

III – tratar com respeito todas as pessoas mencionadas nas informações que divulgar;

IV – informar claramente à sociedade quando suas matérias tiverem caráter publicitário ou decorrerem de patrocínios ou promoções;

V – rejeitar alterações nas imagens captadas que deturpem a realidade, sempre informando ao público o eventual uso de recursos de fotomontagem, edição de imagem, reconstituição de áudio ou quaisquer outras manipulações;

VI – promover a retificação das informações que se revelem falsas ou inexatas e defender o direito de resposta às pessoas ou organizações envolvidas ou mencionadas em matérias de sua autoria ou por cuja publicação foi o responsável;

VII – defender a soberania nacional em seus aspectos político, econômico, social e cultural;

VIII – preservar a língua e a cultura do Brasil, respeitando a diversidade e as identidades culturais;

IX – manter relações de respeito e solidariedade no ambiente de trabalho;

X – prestar solidariedade aos colegas que sofrem perseguição ou agressão em conseqüência de sua atividade profissional.

 

Capítulo IV – Das relações profissionais

Art. 13º – A cláusula de consciência é um direito do jornalista, podendo o profissional se recusar a executar quaisquer tarefas em desacordo com os princípios deste Código de Ética ou que agridam as suas convicções.

Parágrafo único. Esta disposição não pode ser usada como argumento, motivo ou desculpa para que o jornalista deixe de ouvir pessoas com opiniões divergentes das suas.

Art. 14º – O jornalista não deve:

I – acumular funções jornalísticas ou obrigar outro profissional a fazê-lo, quando isso implicar substituição ou supressão de cargos na mesma empresa. Quando, por razões justificadas, vier a exercer mais de uma função na mesma empresa, o jornalista deve receber a remuneração correspondente ao trabalho extra;

II – ameaçar, intimidar ou praticar assédio moral e/ou sexual contra outro profissional, devendo denunciar tais práticas à comissão de ética competente;

III – criar empecilho à legítima e democrática organização da categoria.

 

Capítulo V – Da aplicação do Código de Ética e disposições finais

Art. 15º – As transgressões ao presente Código de Ética serão apuradas, apreciadas e julgadas pelas comissões de ética dos sindicatos e, em segunda instância, pela Comissão Nacional de Ética.

§ 1º – As referidas comissões serão constituídas por cinco membros.

§ 2º – As comissões de ética são órgãos independentes, eleitas por voto direto, secreto e universal dos jornalistas. Serão escolhidas junto com as direções dos sindicatos e da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), respectivamente. Terão mandatos coincidentes, porém serão votadas em processo separado e não possuirão vínculo com os cargos daquelas diretorias.

§ 3º – A Comissão Nacional de Ética será responsável pela elaboração de seu regimento interno e, ouvidos os sindicatos, do regimento interno das comissões de ética dos sindicatos.

Art. 16º – Compete à Comissão Nacional de Ética:

I – julgar, em segunda e última instância, os recursos contra decisões de competência das comissões de ética dos sindicatos;

II – tomar iniciativa referente a questões de âmbito nacional que firam a ética jornalística;

III – fazer denúncias públicas sobre casos de desrespeito aos princípios deste Código;

IV – receber representação de competência da primeira instância quando ali houver incompatibilidade ou impedimento legal e em casos especiais definidos no Regimento Interno;

V – processar e julgar, originariamente, denúncias de transgressão ao Código de Ética cometidas por jornalistas integrantes da diretoria e do Conselho Fiscal da FENAJ, da Comissão Nacional de Ética e das comissões de ética dos sindicatos;

VI – recomendar à diretoria da FENAJ o encaminhamento ao Ministério Público dos casos em que a violação ao Código de Ética também possa configurar crime, contravenção ou dano à categoria ou à coletividade.

Art. 17º – Os jornalistas que descumprirem o presente Código de Ética estão sujeitos às penalidades de observação, advertência, suspensão e exclusão do quadro social do sindicato e à publicação da decisão da comissão de ética em veículo de ampla circulação.

Parágrafo único – Os não-filiados aos sindicatos de jornalistas estão sujeitos às penalidades de observação, advertência, impedimento temporário e impedimento definitivo de ingresso no quadro social do sindicato e à publicação da decisão da comissão de ética em veículo de ampla circulação.

Art. 18º – O exercício da representação de modo abusivo, temerário, de má-fé, com notória intenção de prejudicar o representado, sujeita o autor à advertência pública e às punições previstas neste Código, sem prejuízo da remessa do caso ao Ministério Público.

Art. 19º – Qualquer modificação neste Código só poderá ser feita em congresso nacional de jornalistas mediante proposta subscrita por, no mínimo, dez delegações representantes de sindicatos de jornalistas.

 

Vitória, 04 de agosto de 2007. Federação Nacional dos Jornalistas

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Propaganda não é opinião (muito menos jornalismo)

 

Por Luiz Artur Ferraretto, para Coletiva.net | 27/09/2021 16:52

O que é, afinal, o Jornalismo? Trata-se de uma instituição social caracterizada pelo relato de fatos e de opiniões. Pode, inclusive, aparecer na forma da opinião explícita de quem escreve, mas isso tem lá seus limites. É importante saber a diferença entre, pelo menos, três gêneros do jornalismo: informativo, relato do fato em si; interpretativo, quando esse fato é colocado em um contexto; e opinativo, centrando o foco na posição de quem escreve ou do próprio veículo em relação ao fato. Independentemente do gênero, deve se basear na técnica. E na ética. Portanto, precisa incluir o contraditório. Não pode ser feito aos berros ou usando ofensas. Deve respeitar os direitos humanos e defender a democracia. 

O processo que leva à chegada da ultradireita ao poder em vários países - caso do Brasil - levou à conversão de alguns veículos de comunicação do jornalismo para a propaganda. Não confunda com publicidade. Uso, aqui, o termo "propaganda" para especificar o discurso ideológico e sem meias palavras, uma emulação para a mídia tradicional do que se vê nas redes sociais. É sempre marcado por muita afirmação categórica, em que alguém se coloca de forma aparentemente heroica em defesa de posições exacerbadas. São frequentes expressões como "bandido", "corrupto" ou "salvação da pátria", além de insinuações de péssimo gosto a respeito de afrodescendentes, LGBTQIA+s, mulheres, pessoas com deficiência ou povos originais. O recurso à "tradição", a "Deus" e à "família" está sempre presente de forma idealizada. De fato, o mundo acaba restrito aos valores da parcela branca, heterossexual e masculina da sociedade. Trata-se de algo que, com maior ou menor impacto, pode ser encontrado em diversas cidades do país. Parece, no entanto, estar perdendo espaço junto com o crescente descrédito de seus referenciais antidemocráticos. 

O que leva à conversão do jornalístico ao propagandístico? Obviamente, são os interesses econômicos e políticos. Entre veículos, para além do populismo e do fingido interesse em defender a "civilização", há a incapacidade de concorrer de verdade. Embora ocorram referências frequentes ao capitalismo, essas são apenas - fique claro - esparsas e remotas, utilizadas para criar um inimigo a ser atacado: o comunismo. É incrível, mas, décadas depois do fim da União Soviética e com a economia da China convertida ao consumo e ao mercado, não existe lugar onde o comunismo seja mais forte do que dentro da cabeça dos ultradireitistas brasileiros. 

Mas é preciso entender o porquê dessa rápida conversão à propaganda. Os desafios ao modelo tradicional de negócio em comunicação assustam quem sempre investiu muito mais em tecnologia do que em recursos humanos, algo fundamental na contemporaneidade. Nos principais mercados, a concorrência mudou ou desapareceu. Mudou. Por exemplo, uma emissora dedicada ao radiojornalismo pode se preocupar muitíssimo mais em perder o primeiro lugar em audiência para uma rádio popular do que para outra estação também dedicada a notícias. Desapareceu. Por exemplo, a única forma de sobreviver como empresa pode ser criar um segmento dentro do segmento, acomodando-se frente a quem lidera. São, em alguns casos, situações impensáveis há 30 ou 40 anos. 

Por óbvio, existem, ainda, as crises econômica e política. No Brasil, sempre, o Estado foi fonte de investimento publicitário. Então, pensam os desavisados: por que não ser explícito no apoio ao governo federal? Se o autoritarismo está de um lado e de outro do balcão de negócios, aproximando veículo e políticos, parece uma opção viável para alguns empresários. Se a radicalização impulsiona postagens nas redes sociais, a opção torna-se ainda mais concreta. Pois é... Mas se muda o quadro (como está mudando neste momento no Brasil)? Qual o futuro do veículo que fingiu dar opinião, mas fazia propaganda? Qual o futuro do veículo que fingiu fazer jornalismo, mas fazia propaganda? Qual o futuro do veículo que fingiu defender a liberdade de expressão, tentando destruí-la? Simples, em uma sociedade democrática, esses veículos não têm futuro. 

Luiz Artur Ferraretto é jornalista e professor.


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